Estudantes bloqueiam duas escolas em Lisboa em protesto contra políticas do Governo

Duas escolas secundárias de Lisboa foram alvo de protestos estudantis na manhã desta sexta-feira. Os alunos do Liceu Camões e da Escola Artística António Arroio entraram em greve e bloquearam as entradas dos estabelecimentos, numa ação que junta reivindicações relacionadas com a educação, a habitação e as alterações climáticas.

Os estudantes afirmam que não querem continuar a aceitar decisões políticas que, na sua perspetiva, comprometem o futuro das novas gerações. Num comunicado divulgado nas redes sociais, criticam os cortes na educação, na habitação e na transição energética, acusando os governos de canalizarem recursos para o rearmamento e para a guerra.

«Os governos estão a cortar na educação, na habitação e na transição energética justa capaz de travar a crise climática, para investir no rearmamento e na guerra», defendem os manifestantes, que acusam ainda os responsáveis políticos de colocarem os interesses económicos acima do futuro dos jovens.

Os alunos reivindicam melhores condições na educação, medidas que facilitem o acesso à habitação e uma transição energética que permita reduzir a dependência dos combustíveis fósseis até 2030. Defendem também que os recursos destinados ao investimento militar sejam canalizados para áreas como a educação e a habitação.

As ações foram convocadas pelos coletivos Estudantes pelo Fim ao Fóssil e Chumbado.pt. Este último surgiu na sequência dos problemas relacionados com os exames nacionais no final do ano letivo anterior e apresenta-se como um movimento de alunos críticos da atuação do ministro da Educação, Fernando Alexandre.

Os protestos são também inspirados pelas mobilizações estudantis noutros países europeus e pelas acampadas pelo direito à habitação que começaram no Porto e se alargaram a Lisboa e a outras localidades.

Nas redes sociais, os coletivos apelam à realização de novos bloqueios em escolas e à participação na greve internacional de estudantes, marcada para 20 de novembro. Os jovens defendem que a mobilização estudantil pode contribuir para mudar as prioridades políticas e garantir um futuro com melhores condições de vida.

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