“Personalidade narcisista?” Raminhos responde a comentador de futebol que analisou Ronaldo

A entrevista de Cristiano Ronaldo a Piers Morgan já fez correr muita tinta com opiniões para todos os gostos e feitios. Em Portugal uma das opiniões mais polémicas é da autoria de um comentador de futebol que entrou no campo da saúde mental, dizendo que “não é preciso ser um psicólogo para perceber que Cristiano Ronaldo sofre claramente de um transtorno de personalidade narcisista, basta ler um bocadinho sobre isto, é meter na Internet e ir ver”.

Quem não deixou passar este comentário foi António Raminhos que partilhou a sua opinião hoje e já se tornou viral. Podes ler tudo logo após o vídeo.

A reação de António Raminhos na integra:

“Então o que fazes na vida? Sou comentador de futebol… e de saúde mental”. Quer dizer, ando eu aqui a evitar ir ao google para fazer auto-diagnósticos e vem este homem: “não é preciso ser um psicólogo para perceber que o Ronaldo sofre claramente de um transtorno de personalidade narcisista. É só meter na Internet”. Não metam nada na Internet! Bom, eu também meti na Internet “pessoas que falam daquilo que não dominam” e deu efeito Dunning-Kruger: a tendência das pessoas com baixa habilidade em uma área específica para dar avaliações excessivamente positivas desta habilidade.

O mais engraçado é que até um terapeuta não faria um diagnóstico sem estar com a pessoa! Sabem porque é que não comento muito estas histórias do Cristiano ou de outros? (Exceto se tiver uma piadola, mas é uma piada, é o que faço. Não é opinião) Porque eu não estou lá! Não sei, não conheço, não passei por aquilo, não ouvi, não tenho estudos. Não sou eu. O futebol é dado a estes juízos. É como dizerem “este gajo não se esforça nada!”. Sei lá! O que vejo é que não corre. Mas porque é que não corre? Porque não se esforça? Está preocupado? Está lesionado e tem de jogar? Sei lá!

Já vi comentários como “o Cristiano usou a morte do filho para justificar não fazer a pré-temporada”. Para além de ser horrível, eu não sei o que vai na cabeça do Ronaldo. Pode ser verdade, pode ser mentira. E voltamos ao mesmo. Qualquer que seja a resposta, o que é que tenho a ver com isso? Eu também gosto de uma boa fofoca! Mas quando a oiço (é raro partilhar) geralmente faço este raciocínio: “grande história, mas será mesmo assim?”. A Catarina odeia esta minha versão, porque acha que estou sempre a favor dos outros, mas não estou a favor nem contra. Somente estou! Fico por aqui.

Abdicar falar daquilo que não se conhece torna-nos pessoas muito mais chatas, admito! Porque implica duas coisas: termos de arranjar outros temas para nos divertirmos e, sobretudo, pensarmos nos outros, ter empatia. Mas depois ficamos danados quando alguém fala mal de nós e estão a ser injustos porque “não sabem o que se passou!”

Vá, vou ver a entrevista do Ronaldo, mas só um bocadinho, que tenho muita mer#@ para resolver na minha cabeça.

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