Autoridades da Indonésia revelam imagens da detenção de Mariana Fonseca
A portuguesa Mariana Fonseca foi detida em Jacarta, na Indonésia, após vários anos em fuga. A detenção foi registada em vídeo e divulgada pelas autoridades locais, mostrando o momento em que a mulher é abordada e levada pelas forças de segurança.
Segundo um comunicado das autoridades indonésias, a cidadã portuguesa foi localizada e detida na quinta-feira ao abrigo de um aviso vermelho da Interpol. A mulher é procurada pela justiça portuguesa por um homicídio ocorrido no Algarve em 2020.
Atualmente com 29 anos, Mariana Fonseca encontra-se num centro de detenção em Jacarta, estando prevista a sua deportação para Portugal no dia 9 de março de 2026, para cumprir a pena de prisão aplicada pelos tribunais portugueses.
Mariana Fonseca foi detida pela Interpol na Indonésia. A ex-enfermeira estava em fuga para evitar uma pena de 23 anos pelo homicídio de um informático.
— Mundo Vivo (@mundo__vivo) March 6, 2026
Encontrada a trabalhar num restaurante, a condenada aguarda agora a extradição para Portugal. pic.twitter.com/vJEviVuO9y
Também a Polícia Judiciária confirmou a detenção, explicando que a localização da suspeita resultou de uma operação realizada em estreita colaboração com o gabinete nacional da Interpol. As autoridades portuguesas estão agora a tratar dos procedimentos legais para a extradição.
O caso remonta a março de 2020, quando o jovem engenheiro informático Diogo Gonçalves foi morto em Algoz, no concelho de Silves. Em tribunal ficou provado que Mariana Fonseca e a então namorada, Maria Malveiro, planearam o crime com o objetivo de se apoderarem de uma indemnização de cerca de 70 mil euros que a vítima tinha recebido após a morte da mãe.
De acordo com a investigação, o jovem foi sedado com diazepam misturado numa bebida e posteriormente asfixiado. O corpo foi transportado de carro e acabou por ser desmembrado numa garagem em Lagos.
Inicialmente, o Tribunal de Portimão tinha absolvido Mariana Fonseca da acusação de homicídio, condenando-a apenas por ocultação de cadáver. Contudo, em 2023, o Tribunal da Relação de Évora alterou a decisão e aplicou-lhe a pena máxima, posteriormente reduzida para 23 anos de prisão pelo Tribunal Constitucional.
Com a detenção agora confirmada na Indonésia, o processo segue para a fase de extradição, que permitirá que a condenada seja transferida para Portugal para cumprir a pena.